ADMINISTRAR É ESCOLHER PRIORIDADES
Seja o que for a ser administrado – uma pequena empresa, o orçamento doméstico, uma multinacional, a nossa vida cotidiana, uma entidade filantrópica, uma administração pública – sempre será ato de definir prioridades. No setor público escolher de forma correta estas prioridades ainda é mais essencial, por óbvio, o administrador público trabalha com recursos de uma coletividade e tem a missão de aplicar bem estes recursos.
Apenas destaco isto para demonstrar a minha falta de entendimento do porque até o momento a criação de um aterro sanitário no município não está elencado e projetado nesta lista de prioridades.
Façamos uma conta simples, a Prefeitura Municipal paga todos os meses a “bagatela” de R$ 135mil, para uma empresa fazer o trabalho de coleta e destinação do lixo, resultando no valor de R$ R$ 1.620.000,00 por ano.
Lendo uma entrevista do Prefeito de Cerro Largo, Adair Trott, o mesmo afirma que com R$ 600mil será implantado o aterro sanitário naquela cidade, a qual tem uma população de cerca de 14mil habitantes (http://www.radiomissioneira.com/index.php?id_noticia=24130). E este recurso de R$ 600mil é oriundo da FUNASA, sendo que Cerro Largo entrou apenas com o terreno de 6ha.
Suponhamos que em São Luiz um aterro custará o dobro do valor de Cerro Largo, R$ 1.200.000,00 (só podemos afirmar este custo com maior conhecimento daquele empreendimento), devido ao dobro de habitantes e se a política de resíduos sólidos aqui fosse tratada como prioridade, teríamos o nosso aterro com o custo menor do que um ano de coleta e, certamente, servindo por pelo menos 20 anos.
Por óbvio, sabemos da demora das licenças ambientais pelos órgãos ambientais, mas, o que temos de concreto até agora para o aterro “chegar no papel”? NADA ou muito pouco. Imagina para sair dele.